Ana quebra os vidros, retira as fotos dos porta-retratos e rasga-as com tanta força que as imagens sentem a raiva presente nas ações daquela descontrolada moça. As lágrimas quentes escorrem pela sua face pesada e o coração dói porque já não é possível ver as mesmas pessoas sorrindo como se os dias continuassem iguais, porque já não é possível ver os mesmos sorrisos como se aquelas pessoas ainda vivessem.
Ana chora, chora e recolhe os cacos, cola as fotos e recoloca-as nos porta-retratos, agora sem vidros, mas ainda com aqueles que a precederam.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
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